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sexta-feira, 12 de março de 2010

Voltando às atividades literárias


No fim de 2009, não imaginei que este ano fosse ser tão produtivo. As perspectivas são muito boas para minha carreira literária. Todos sabem que desde que finalizei O Jogador, dei um tempo na produção textual. Primeiro me dei férias merecidas, mas as férias se estenderam por muito mais tempo do que imaginei. Felizmente tenho material de sobra para passar um ano, no mínimo, sem escrever nada. Mas me cobro o suficiente para não ficar um mês longe do texto, um dia sem pensar nas letras. Embora quisesse apenas esperar pelo que já tinha planejado para 2010, resolvi de última hora mexer na gaveta de guardados e reler minhas palavras esquecidas. Encontrei Pesadelos e reli suas frases macabras com paciência. Lembrei-me de que havia publicado alguns contos que formam esse volume no Recanto e, claro, fui conferir o que as pessoas falavam desse trabalho, se é que falavam. Os comentários que meus textos receberam foram tão produtivos que achei por bem torná-los concretos com a publicação definitiva do livro.

O Clube de Autores foi uma ótima ferramenta para a publicação enquanto a Multifoco não faz acontecer o Memórias em Ruínas, que já vai para 9 meses na fila de espera. Mas não vim aqui falar do Memórias, o assunto hoje é Pesadelos. O livro ficou pronto em 1 mês, já que só precisava de revisão e alguns poucos ajustes. O resultado, apesar da rapidez, foi excelente, tudo como previ que ficasse. Sem puxar sardinha para o meu lado, a edição ficou lindíssima e os contos fazem jus a ela.

A divulgação começa agora. Iniciamos o mês aparecendo na mídia. Na 8ª edição do Rumo Costa Verde, Pesadelos e eu estamos presentes em uma entrevista bem legal sobre o livro feita pelo jornalista Hugo Oliveira. Ontem fomos à televisão, no programa Angra Interativa, para falar sobre literatura e divulgar o meu trabalho. Assisti ao programa no horário alternativo, já que foi ao vivo, e gostei do que vi.
Agora temos que fazer as vendas subirem.
Abraços.

quarta-feira, 10 de março de 2010

Divulgação funcionando

Amigos, estou feliz com o início do trabalho de divulgação do meu novo livro, Pesadelos, contos de horror e medo, Clube de Autores.

No número 8 do jornal Rumo Costa Verde, saiu uma entrevista bacana sobre o meu livro, realizada pelo jornalista Hugo Oliveira, com direito a foto colorida de meia página e tudo.

Amanhã, vou à Master Tv participar de um programa de entrevista ao vivo para falar de Pesadelos e outros textos.

Lançar um livro novo é sempre legal!

Abraços
http://clubedeautores.com.br/book/10804--Pesadelos

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

A calmaria chegou, é hora de seguir viagem


As férias acabaram, o carnaval também. Totalizando, foram quase dois meses de pernas para o ar, sem pensar em trabalho, sem madrugar, sem escrever.
Neste ano as coisas foram um pouco diferentes dos últimos, pois aproveitei bem mais o descanso, e realmente dei férias para as responsabilidades cotidianas. Viajei em família, viajei com a namorada, fiquei em casa, deitado na cama assistindo a filmes, joguei sinuca, baralho, tomei cerveja, bebi uísque, chorei pela tragédia que nos assolou como um monstro voraz, agradeci pelos que sobreviveram e sofri pelos que morreram. A única coisa que não fiz foi escrever.
Na virada do ano, quando a chuva devastou Angra dos Reis, a tristeza cresceu a cada minuto, primeiro pelas dores pessoais, a preocupação com os bens, a tensão pelo pior; depois veio a dor, a dúvida, a certeza. Quando morre alguém que faz, ou fez, parte da nossa vida, em geral, há uma perda de controle, uma laceração íntima sem tamanho. Decidi não escrever sobre Angra dos Reis e suas vítimas. Não quis, ou não pude, sentar e relatar a angústia, o pavor e o medo que nos fez chorar. Pela primeira vez quis sair de Angra nas férias de verão. E foi bom.
Mas para não ficar metido no ócio, resolvi mexer em velhas páginas. Encontrei o meu original de Pesadelos esquecido na gaveta e resolvi olhar com mais cuidado para o livrinho de contos de terror. Como a sensação era essa, terror, pareceu-me ser o momento exato de retomar a ideia de, se não me engano, 2006. Tirei as férias para reler Pesadelos e, para minha surpresa, surgiu a oportunidade de publicá-lo. Larguei mão do ofício colérico da pena e entrei no mundo obscuro da editoração. No final, o produto do meu trabalho me agradou muito. Fiquei contente com a edição do livro. Da capa ao marcador de página, nada me desanimou no projeto. Pela primeira vez, um livro ficou do jeito que eu queria.
As coisas aconteceram rápido. Antes mesmo da finalização do boneco, recebi um convite do jornal Rumo e da rádio Costazul para entrevistas sobre o livro. A divulgação parece estar encaminhada, felizmente.
Estou, agora, acertando os últimos detalhes para o lançamento do livro. Minha equipe de imprensa e agentes estudam a melhor data para o evento, que ainda não sei qual formato terá. Gostaria de um café literário, como fizemos na época de Intermitência, ou alguma coisa maior, como fizemos na Casa de Cultura. Ainda não me decidi pela forma como levarei o bastardo ao mundo.
O ano começou mal, mas ganhou contornos de esperança. Pode ser que toda negatividade tenha escoado com a água que nos devastou no primeiro dia do ano, e agora as positividades venham nos trazer um pouco de alegria. Parece que a calmaria chegou, preparamo-nos para seguir viagem. O livro está lindo, as perspectivas boas. O que me falta agora é conseguir escrever, já que os Pesadelos acabaram.

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Perdido no meu tempo

Hoje eu chutei o balde sem querer saber onde cairia e em quem bateria. Já disse antes que deixei meus prazos me sufocarem novamente, por isso tenho que correr na composição dos textos para os concursos que encerram suas inscrições no dia 30 de abril. Até anteontem, toda a minha atenção estava voltada para os detalhes de Intermitência, embora tenha fechado uma ou duas crônicas no intervalo entre revisões e ajustes do romance. Ontem, porém, tirei o dia para ficar única e exclusivamente com Mariana e minha família. Apesar de discutirmos alguns assuntos sobre o livro, no lugar errado, às duas da manhã, passamos o dia como se nada mais importasse para nossas vidas a não ser ficarmos juntos como um casal apaixonado.
Desde que voltei a morar com meus pais, Mariana e eu não ficamos por aqui, pois semanalmente sou eu que me desloco até sua casa nas sextas-feiras depois da aula no pré-vestibular e permaneço até o fim da noite de domingo. Como estamos numa semana de dois feriados, ela, para minha alegria, está em Angra desde sexta, mas volta ao Rio para escrever um relatório de Botânica, porque não conseguimos encontrar todos os livros da bibliografia, na quinta ou sexta-feira. Assim, ontem resolvemos aportar aqui na casa de meus pais para um jantar em que fiz o meu famoso bolo de carne, assistirmos ao excelente suspense Identidade, cuja interpretação de John Kusack é inesquecível, jogar um pouco de The Sims II e nos curtirmos muito, apesar de ser pouco o tempo. Trabalho, quando ela está aqui, fica para segundo plano. Em minha vida Mariana é o centro do meu universo, meu sonho, minha realidade, meu ar, meu... bem, não estou aqui para falar de como a amo, pois seria inútil tentar dizê-lo, pois me faltariam palavras.
Seja como for, perdi-me no feriado. Não sei qual foi o surto inconsciente que tive, mas queimei alguns dias do meu mês. Acho que a cabeça anda tão preocupada com as milhares de coisas que tenho a fazer que pensei, juro, que amanhã fosse dia 28, não 24 de abril. Assim, um desespero absurdo tomou conta de mim, pois teria que postar os textos no mais tardar dia 29 ou perderia os prazos de quatro concursos. Quanto aos poemas, tudo bem, seria fácil enviá-los, uma vez que meu acervo é vasto, apesar de nem todos me agradarem hoje como agradaram no passado, coisa de autocrítica exagerada, mas certamente teria oito trabalhos prontos para entregar sem que precisasse arrancar os cabelos. O grande problema eram as crônicas, pois minha composição nesse subgênero não é muito grande. Havia escrito duas recentemente, uma no início do mês e outra na segunda-feira de manhã, seguindo meu projeto. Mas com essa confusão que eu mesmo criei, duas delas faltariam para a postagem. Para piorar meu estado insano, perdi a manhã inteira na sala de espera do dentista de Mariana.
Quando me sentei ao computador hoje para tentar escrever pelo menos algumas idéias, não imaginei que fosse conseguir terminar os dois textos que me faltavam. Mas como funciono melhor sob pressão, o texto fluiu facilmente. Em duas horas, duas crônicas terminadas e prontas para serem envelopadas amanhã cedo. Ainda não acredito que as terminei em tão pouco tempo, fora do meu costumeiro local de trabalho e, principalmente, que tenham me agradado.
Amanhã volta a rotina ingrata que rege minha vida. Aula regular pela manhã, pré-vestibular à tarde, mas com um bônus nesta semana atípica, poderei me despedir de Mariana, ficando mais algumas horas na tranqüilidade dos seus braços, à noite; porque nos próximos dias terei uma infinidade de trabalhos exaustivos, incluindo o fim de semana, que graças às minhas dívidas, trabalharei nas provas da prefeitura.
O saldo do feriadão foi positivo. Fazia tempo que não me abstraía das pressões que as responsabilidades trazem. Gostaria que sempre fosse assim, mas a vida não nos permite esse luxo todos os dias. E se temos que viver um dia de cada vez, esses foram os melhores dias da minha vida recente.


2008, 23 de abril


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