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segunda-feira, 5 de abril de 2010

Histórico de Leitura - As Terras Devastadas

Resolvi fazer um histórico de leitura com as minhas impressões sobre a Torre Negra, de Stephen King. Como não fiz dos dois primeiros livros, começo pelo volume III, As Terras Devastadas, pois o estou lendo agora.

24/03/2010
20% (103 de 526)

"O livro desceu um pouco o tom, mas ainda tem ótimas referências. Adorei a parte em que Eddie lê a melhor frase de King: O homem de preto fugia pelo deserto e o pistoleiro ia atrás. Ponto negativo para as criaturas robóticas com antenas na cabeça, mas, em se tratando de King, deve haver um bom motivo para isso nas próximas páginas." Nota: 5

26/03/2010
36% (188 de 526)

"Um belíssimo capítulo sobre Jake. O abismo da loucura cerca o menino. E é justamente Jake Chambers o ponto negativo, ele é muito maduro para as suas ações e pensamentos. Uma criança mais que prodígio. Foge um pouco do verossímil." Nota: 5

29/03/2010
51% (270 de 526)

"Finalmente um pouco de emoção na história. Fazia tempo que não me sentia angustiado lendo A Torre Negra, embora a angústia não tenha sido lá grande coisa. As Terras Devastadas tem muitas passagens desnecessárias, até mesmo bobas, mas ainda é Stephen King. AS últimas partes do último capítulo são boas, mas o livro ainda está longe do que esperava. Falta agora ler o livro 2, a segunda parte do volume III, espero que o tom da narrativa cresça, assim como a busca de Roland pela Torre Negra fiqu mais emocionante. Sei que se continuar morno como está, é bem provável que eu faça uma lacuna maior para ler Mago e Vidro. Como prometi a mim mesmo que leria a série A Torre Negra este ano, continuo meus esforços para dar conta de tantas leituras. De uma forma ou de outra, King me fascina, até mesmo quando é ruim, ou regular." Nota: 5

31/03/2010
59% (310 de 526)


Finalmente uma explicação sobre o mundo de Roland. O encontro com os moradores da cidade está perto, por enquanto só os velhinhos (mais que centenários) babando o pistoleiro e criando um clima de mistério. Está difícil de encontrar empolgação para continuar a leitura. Jake Chambers me irrita demais por ser um menimo prodígio e inteligente demais. Eddie e Susanah caíram também, espero que a trama se ajeite e volte a ser interessante. Não vejo a hora de largar As Terras Devastadas, ou pelo menos chegar às Terras Devastadas e ter um pouco de emoção. Por falar em emoção, Detta Walker (?) estuprando o demônio foi uma comédia. E a porta de Eddie... melhor nem comentar." Nota: 2

05/04/2010
93% (490 de 526)


"Ação na história! O penúltimo capítulo das Terras Devastadas me prendeu novamente como os demais livros de King. A primeira parte do livro foi monótona, inverossímil diversas vezes, mas depois do rapto de Jake as coisas mudaram de figura. A narrativa volta a ser intensa, as imagens voltam a ser marcantes. A surra que o garoto leva de Gasher é revoltante, sem contar as especulações do que vão fazer ao menino prodígio de Roland, que manldade os Grays reservam a ele, ou ainda como o Pistoleiro fará para evitar que Jake mais uma vez caía no abismo da morte em busca de "outro mundo além deste". MAis uma vez ponto negativo vai para Eddie e Susanah, mais para Susanah, Odetta, Detta, do que para o ex-viciado em heroína. Ainda não consegui entender a importância da mulher na obra, já que até agora ela nada mais é do que um peso morto, servindo unicamente para atrapalhar a busca de Roland de Gilead a encontrar a mítica Torre Negra. Outro ponto de tensão é o aparecimento de Richard Fannin, Randall Flag(?) de a Dança da Morte, e o Homem do Tiquetaque se tornando Andrew Quick. Vibrei com a frase "Minha vida por você"." Nota: 7


06/04/2010
100% (526 de 526)


"Cheguei ao fim do livro tentando entender qual o motivo da existência do capítulo final. Na minha modesta opinião de leitor, achei-o desnecessário e chato demais. A ideia das adivinhações foi terrível, não gostei nehum pouco do fim dado por Stephen King. Sinceramente achei que o livro fosse manter o ritmo de O Pistoleiro e A Escolha dos Três, mas me enganei deveras. Que venha agora Mago e Vidro para me fazer esquecer definitivamente do tédio que foi ler As Terras Devastadas." Nota: 5

segunda-feira, 30 de julho de 2007

Imprevistos acontecem

Imprevistos acontecem. Há dois dias havia dito que escreveria sem pausa e fecharia, no mínimo, três capítulos. A idéia era essa; e também acreditei que fosse conseguir, uma vez que estaria isolado em meu mundo particular; nesta sala de paredes marrons e móveis mogno, com meus poemas prediletos fixados nas paredes a minha volta como um mural poético; os pôsteres de Kathy Bates em Misery e uma reprodução belíssima do Overlook Hotel manchada de sangue; com fotos minhas e de Mariana sobre a mesa de trabalho; centenas de livro novos e velhos... ah, o cheiro dos livros, nada como o aroma das páginas envelhecidas. Se eu pudesse encheria o escritório com volumes antigos, pois tenho paixão pelas folhas recolhidas em sebos e saldos que esbarro pela vida em minhas caminhadas displicentes. Por falar nisso, acabei de manusear um exemplar de “A Capital”, de Eça de Queirós, publicado pelos Irmãos Lello, Lisboa, 1914. O valiosíssimo material me custou a bagatela de R$ 1,00. Comprei-o de um senhor que vendia discos de vinil e livros, segundo ele, velhos, em um carrinho de supermercado. Às vezes encontro em minhas andanças preciosidades como essa, por exemplo.
Sem fugir do assunto, previ a paz textual, mas não cumpri. Mariana viajou somente hoje, portanto os dias que me dedicaria ao lapidar das palavras foram substituídos por mais algumas horas dormente aos braços dela. Não estou reclamando, muito pelo contrário. Os instantes que me dedico a ela são impagáveis e insubstituíveis. Nada me é mais caro do que fazer a presença diária seja ao telefone, seja pessoalmente. Portanto, amigos, perdoem-me a sinceridade, mas entre paixões de vida, os braços acolhedores de Mariana ganham em disparada de qualquer que seja o concorrente, inclusive o texto.
Mas antes que pensem que joguei dois dias fora, adianto-me em dizer que consegui escrever um pouco, não muito com deveria, mas o suficiente para fechar um capítulo. Agora Judith espera acordar para descobrir o seu destino imutável (imutável?! Será mesmo?). Acredito que com o que escrevi o andamento de minha parte acelere o processo, basta para isso que me empenhe mais na empreitada... porém ainda me é penoso encarar o computador por mais tempo do que o gasto aqui contando minhas histórias, às vezes tediosa, outras interessantes.
Assistimos ontem a um filme interessante: O Amor Pode dar Certo, cujo tema era o relacionamento entre duas pessoas em estado terminal, vitimadas pelo Câncer. Filmes que abordam essa maldita doença mexem comigo sobremaneira. Não sei se porque passei por uma experiência com a morte, devido a alguns tumores em minha coluna vertebral há alguns anos, chorei como criança perdida numa selva cheia de lobos vorazes.
***
Não terminei o texto, pois meu tempo havia se esgotado. Antes que o terminasse, fui passar o fim de semana com os avós de Mariana no Rio. Assim, a postagem ficou um tanto quanto incompleta, mas amanhã, assim que voltar do trabalho (o recesso acabou para meu desgosto profundo), prometo escrever algo que preste e valha a pena ser lido.
Um forte abraço aos fiéis amigos e um olá carinhoso para os que vêm chegando.