sexta-feira, 16 de abril de 2010

Bem vindo à leitura!

Bravo, bravo Juninho! Interessante inserções que você produz. Um de meus professor reinforça que o exercício da leitura é ativo e deve ser anotado, documentado. A leitura é uma atividade muito mais complexa do que colocar letras em ordem concisa. É uma tradução direta. Diferente de uma tradução de um idioma para o outro, que acontece em diversos estágios e há uma fonte direta a ser contemplada, a leitura como tradução é empreendida em apeas um estágio consciente (porém diversos cognitivos) em quer as letras tomam sentido com base em nossas próprias experiências.



Talvez para tormar mais simples: não há compreensão na leitura, apenas interpretação; o que aqueles simbolos a serem lidos significam para você. Cada palavra significa, apesar de semelhantes, diferentes coisas para cada pessoa. Manter um diário de leitura, então, significa documentar esse processo que não é muitas vezes observados porque é tido como certeiro. (images de várias versões de Hamlet, em especial no meio para a versão de Akira Kurosawa)

Grande obra sobre tradução vem do Mestre Borges. Um bom começa é a obra ficções


Agora para relatar de minhas próprias experiências criativas, já que o grande mestre Juninho já superou o problema da disciplina: estou escrevendo, mas o quanto mais escrevo, eu noto o quanto o ócio é importante. Para mim talvez. Por mais que tenha que escrever e continuar escrevendo até que esteja completo, é difícil ver qualquer resultado se não houver um momento de tranquilidade comigo mesmo; algo meio estóico, talvez, mas você acaba se entendendo com Marcus Aurélius. Exceto que nosso processo mental não procede de uma culpa fundamental de nunca alcançar a tranquilidade prometida por Seneca.

domingo, 11 de abril de 2010

Histórico de Leitura de Diários do Vampiro: O Confronto

09/04/2010
21% (47 de 224)

"Comecei a ler a saga Diários do Vampiro por causa do seriado. Achei a história entediante no início, mas a trama foi ganhando força. Infelizmente não acontece a mesma coisa com os livros de L.J. Smith. O primeiro livro é sofrível, o segundo, ao que parece, é igual. Elena é uma adolescente futil e imbecil, assim como todas as sua amigas. Matt não tem noção de que perdeu a namorada. Stephan é um vampiro pobre e sem graça. Até mesmo Damon, que representa o mal, consegue ser pífio. O livro é uma grande decepção. Tenho a impressão de estar lendo um livro infanto-juvenil sobre criaturas noturnas misturado com a fórmula batida dos livros românticos dos séculos XVIII e XIX. Sinto saudade dos livros de Anne Rice e de Bran Stocker. A ideia infeliz de criar vampiros que se apaixonam por menininhas incrivelmente tolas já cansou. Se L.J. Smith foi responsável pela mania vampiresca com contornos toscos, deveria repensar o que faz com o maravilhoso mito e não se preocupar tanto com as altas quantias de dinheiro que deve ganhar diariamente. Acho que o sucesso da série se dá aos excelentes roteiristas que souberam pegar um texto fraco e transformá-lo em uma história atraente."

10/04/2010
50% (112 de 224)

"Apesar de não estar gostando muito do livro, continuo a ler. A história continua fraca, mas, parece, que aos poucos L.J. Smith vai se encontrando na história. Penso que, talvez, se os personagens fossem mais maduros teria mais credibilidade. Mas são de acordo com o público-alvo desse tipo de livro. No capítulo 8, a cena em que Elena sonha com Damon, na Itália, depois é dominada pelo corvo é a parte alta até então, fora isso, nada do que li ainda me rendeu admiração. É uma pena, pois esperava muito mais do livro. Pelo menos, volto a repetir, a história está melhor engendrada, embora ainda muito fútil, como o pensamento de popularidade americano. Isso realmente me irrita, assim, Elena me irrita muito."

11/04/2010
100% (224 de 224)

"Terminei a leitura de O Confronto sem que tenha mudado o meu pensamento inicial: o livro é fraco. Mas, contrariando um pouco minhas expectativas, houve, do meio para o fim, um crescimento na trama. A história é leve, apesar do tema girar ao redor de vampiros, as sedutoras e poderosas criaturas da noite. A fórmula básica das histórias de amor do Romantismo são repetidas na saga de L. J. Smith, sem acrescentar muito de útil ou plenamente original. Um vampiro que se apaixona por uma humana e que se encontra na dualidade da sua existência condenada pelas trevas ao mesmo tempo que luta para manter sua humanidade já foi abordada em outras narrativas vampirescas, em que o amor conduz suas ações. Vamos de Bram Stocker a Stephen Meyer, do melhor para o pior na retratação do mito mais sedutor da literatura. No mais, não se pode esperar muito de um livro com temática e personagens adolescentes. Não é a toa que as jovenzinhas de hoje adoram esse tipo de romance."

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Histórico de Leitura de O senhor das Moscas


07/04/2010
39% (85 de 220)
"O livro é envolvente, a história está rumando para o clímax de forma agradável, mas o que veio antes foi um pouco cansativo. As descrições muito detalhistas põe um pouco a perder o foco de interesse. Destaque para o Porquinho, o menino, pelo que me parece, é o mais inteligente do grupo, por isso mesmo, o mais desprezado. Ralph e Jack competem pela vaidade e admiração dos demais, no fundo são dois egoístas vaidosos, preocupados somente com os próprios umbigos, não se importando com a segurança ou o bem estar do grupo de meninos."

07/04/2010
62% (137 de 220)

"Estou aos poucos perdendo o interesse pela leitura de O Senhor das Moscas. Esperei tantos anos para lê-lo, e agora sinto uma leve decepção tomar conta de mim. Sinceramente pensei que a história me prenderia, haveria ali um grande complexo para me fazer cismar por horas, mas o que vejo até então é uma sucessão de acontecimentos pífios e desinteressantes. O conflito existente entre Ralph e Jack é previsível desde o início da trama: admiração e inveja. Espero me surpreender nas próximas páginas para fazer com que a leitura tenha valido a pena."

08/04/2010
84% (185 de 220)

A história deu uma boa guinada e voltou a prender a atenção. A selvageria e a luta pelo domínio territorial mostram a face ruim do ser humano, independentemente de idade ou credo. A luta pela sobrevivência existe, mas, de modo geral, a disputa é vaidosa, prepotente, até certo ponto arrogante. Porquinho se mostra cada vez mais uma pessoa sensata, enquanto Jack ganha contornos maléficos. A morte brutal de Simon é fruto da selvageria impensada, do medo disfarçado de coragem prepotente. Uma cena triste e marcante, assim como o modo como os meninos tratam do ato degenerativo moral. Não assume a culpa, ignoram que tenham errado em nome da proteção. Quem é o verdadeiro Bicho assustador? A criatura que vive na floresta ou eles, todos os meninos?"

08/04/2010
100% (220 de 220)

"Não gostei do final. Depois de uma boa sequência de ação, em que são mostradas a selvageria do ser humano, a necessidade de sobreviver em desacordo com a moral, a trágica morte de Porquinho, o único ser racional do grupo, as desavenças entre Ralph e Jack. A chegada do capitão naval foi um meio fácil de encerrar a trama, uma ajudinha do destino para salvar o protagonista das lanças afiadas dos selvagens sem muito esforço depois de tudo o que o menino loiro passou para sobreviver à caçada brutal, em que fora transformado em porco para os seus inimigos. A cena do Senhor das Moscas é rica, mais por Simon que de Ralph, mesmo assim gera um desconforto irritante a cabeça de porco enfiada na lança, em estado de decomposição. Um bom livro para uma leitura rápida, só isso."

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Histórico de Leitura - As Terras Devastadas

Resolvi fazer um histórico de leitura com as minhas impressões sobre a Torre Negra, de Stephen King. Como não fiz dos dois primeiros livros, começo pelo volume III, As Terras Devastadas, pois o estou lendo agora.

24/03/2010
20% (103 de 526)

"O livro desceu um pouco o tom, mas ainda tem ótimas referências. Adorei a parte em que Eddie lê a melhor frase de King: O homem de preto fugia pelo deserto e o pistoleiro ia atrás. Ponto negativo para as criaturas robóticas com antenas na cabeça, mas, em se tratando de King, deve haver um bom motivo para isso nas próximas páginas." Nota: 5

26/03/2010
36% (188 de 526)

"Um belíssimo capítulo sobre Jake. O abismo da loucura cerca o menino. E é justamente Jake Chambers o ponto negativo, ele é muito maduro para as suas ações e pensamentos. Uma criança mais que prodígio. Foge um pouco do verossímil." Nota: 5

29/03/2010
51% (270 de 526)

"Finalmente um pouco de emoção na história. Fazia tempo que não me sentia angustiado lendo A Torre Negra, embora a angústia não tenha sido lá grande coisa. As Terras Devastadas tem muitas passagens desnecessárias, até mesmo bobas, mas ainda é Stephen King. AS últimas partes do último capítulo são boas, mas o livro ainda está longe do que esperava. Falta agora ler o livro 2, a segunda parte do volume III, espero que o tom da narrativa cresça, assim como a busca de Roland pela Torre Negra fiqu mais emocionante. Sei que se continuar morno como está, é bem provável que eu faça uma lacuna maior para ler Mago e Vidro. Como prometi a mim mesmo que leria a série A Torre Negra este ano, continuo meus esforços para dar conta de tantas leituras. De uma forma ou de outra, King me fascina, até mesmo quando é ruim, ou regular." Nota: 5

31/03/2010
59% (310 de 526)


Finalmente uma explicação sobre o mundo de Roland. O encontro com os moradores da cidade está perto, por enquanto só os velhinhos (mais que centenários) babando o pistoleiro e criando um clima de mistério. Está difícil de encontrar empolgação para continuar a leitura. Jake Chambers me irrita demais por ser um menimo prodígio e inteligente demais. Eddie e Susanah caíram também, espero que a trama se ajeite e volte a ser interessante. Não vejo a hora de largar As Terras Devastadas, ou pelo menos chegar às Terras Devastadas e ter um pouco de emoção. Por falar em emoção, Detta Walker (?) estuprando o demônio foi uma comédia. E a porta de Eddie... melhor nem comentar." Nota: 2

05/04/2010
93% (490 de 526)


"Ação na história! O penúltimo capítulo das Terras Devastadas me prendeu novamente como os demais livros de King. A primeira parte do livro foi monótona, inverossímil diversas vezes, mas depois do rapto de Jake as coisas mudaram de figura. A narrativa volta a ser intensa, as imagens voltam a ser marcantes. A surra que o garoto leva de Gasher é revoltante, sem contar as especulações do que vão fazer ao menino prodígio de Roland, que manldade os Grays reservam a ele, ou ainda como o Pistoleiro fará para evitar que Jake mais uma vez caía no abismo da morte em busca de "outro mundo além deste". MAis uma vez ponto negativo vai para Eddie e Susanah, mais para Susanah, Odetta, Detta, do que para o ex-viciado em heroína. Ainda não consegui entender a importância da mulher na obra, já que até agora ela nada mais é do que um peso morto, servindo unicamente para atrapalhar a busca de Roland de Gilead a encontrar a mítica Torre Negra. Outro ponto de tensão é o aparecimento de Richard Fannin, Randall Flag(?) de a Dança da Morte, e o Homem do Tiquetaque se tornando Andrew Quick. Vibrei com a frase "Minha vida por você"." Nota: 7


06/04/2010
100% (526 de 526)


"Cheguei ao fim do livro tentando entender qual o motivo da existência do capítulo final. Na minha modesta opinião de leitor, achei-o desnecessário e chato demais. A ideia das adivinhações foi terrível, não gostei nehum pouco do fim dado por Stephen King. Sinceramente achei que o livro fosse manter o ritmo de O Pistoleiro e A Escolha dos Três, mas me enganei deveras. Que venha agora Mago e Vidro para me fazer esquecer definitivamente do tédio que foi ler As Terras Devastadas." Nota: 5